28.4.08

Tenho te visto tanto em minhas intenções
que o limite passou a ser o não-fato.
Entre risos, caminhos e futuro
estás em lugar algum que me realiza

E, quando espelho teu nada
tua palavra soa feito um grito agudo
que penetra e cicatriza
o meu coração de pedra vulcânica.

Nada do que prevejo está.
Mas tudo o que sei ilumina teus olhos
E assim, feito um buraco negro cruel e distante
Me deixo levar pela tua densidade enigmática

Que por mim, me leva inteira
Que por ti, nem a metafísica desvenda
Que por nós segue o fluxo híbrido.
Eu preciso tomar as rédeas do sistema que me rege.

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